Propaganda x Realidade

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Uma coisa é a propaganda institucional, outra coisa é a realidade. É comum gestores públicos divulgarem números e ações destacando resultados positivos; existem até setores com robustas estruturas para isso. No entanto, o que importa na vida é a realidade. Vamos lá!

O Governo divulga índices de inflação que não correspondem com a conta no supermercado, comparando mensalmente. Os índices de desemprego também não batem com a realidade dentro da casa de muitas famílias, considerando os “nem-nem”, que não estudam nem trabalham; sem contar os que ganham auxílios governamentais (migalhas) e se acomodam. Essa multidão não aparece nos relatórios de desempregados.

São muitos exemplos de dissonância entre a propaganda e a realidade, muitos. No que se refere a projetos, existe um abismo entre o que é anunciado e o que é executado, um teatro manjado, mas que ainda encanta ingênuos e explode em períodos eleitorais.

Em relação às ações e aos eventos, os números divulgados pela propaganda institucional não batem com a realidade, é o milagre da multiplicação dos corpos que entra em choque com a matemática.

Resumo da bufa: propaganda institucional promove, mas não necessariamente informa.

 

 

Informações Incompletas

 

Seguindo mais um pouco neste contexto da comunicação, destaco a dúvida indigesta gerada por uma informação incompleta. Explico.

O Governo Maranata se destaca por muitas entregas relevantes para a sociedade, como pavimentação da malha viária, iluminação pública e atendimento de saúde. Este avanço ninguém pode negar. Acontece que a divulgação de muitas benfeitorias chega de forma incompleta.

Em fevereiro, recebemos a informação da construção de uma via alternativa ligando os bairros da Zona Sul da Cidade à BR-116. Uma obra bastante aguardada. Na divulgação da Prefeitura, com imagem aérea, não consta o valor da obra, a origem dos recursos, os dados da empreiteira contratada e como foi realizado o contrato, o tempo de execução e de conclusão da obra. Então, solicitamos estas informações duas vezes, porém não recebemos resposta.

Recentemente, chegou a informação teatralizada de que as obras do AeroCiti (fábrica de aviões) tinham iniciado. Essa semana, passei pelo terreno e vi uma quadra de saibro, uma máquina parada e um senhor sentado na porteira conferindo o celular. Não estou duvidando da realização da obra, mas registrando a realidade.

Fica o tema para reflexão. Não se trata de crítica pela crítica. Trabalho com comunicação há quarenta anos e tenho a obrigação de alertar que credibilidade está diretamente ligada à informação correta e completa. O resto é marketing.

 

Pedágio Armadilha

 

Estão se proliferando como baratas os tais pedágios free flow, aqueles sem cancelas. O carro passa e, se não tiver tag ou o motorista não pagar em 30 dias (tendo de acessar um site para efetuar o pagamento), o proprietário é autuado direto, sem receber qualquer boleto ou aviso prévio.

Conforme matéria nesta edição da Gazeta, o MP entrou em cena, abrindo investigação para apurar a existência de abuso no sistema.

 

As Mulheres

 

Amo e respeito as mulheres. Amo a minha esposa, filha e neta, assim como sempre amei minha mãe, avó, irmãs, sogra e tias, mesmo após partirem desta vida. Sou um sujeito de sorte, sempre rodeado por mulheres inteligentes, fortes e atuantes na sociedade.

Dito isso, entendo como piegas muitas homenagens às mulheres em um dia especial, com explosão de mensagens clichês, emolduradas por flores. Deveriam usar esta energia para fortalecer a relevância do respeito desde a infância.

 

Gastos Exagerados com Eventos

 

Já me manifestei algumas vezes aqui na Coluna sobre o que considero exagero da Prefeitura de Guaíba com uso de dinheiro público em eventos.

Moramos num município ainda cheio de problemas para serem resolvidos e gastamos milhões, disse milhões, em eventos, muitos dos quais sem o devido retorno social. Ah, mas geram empregos e renda, estimulam o comércio e tal. Tudo bem, mas este argumento não para em pé diante de uma prestação de contas real.

Sou favorável a festas comunitárias, isso é importante, mas estou me referindo a exageros.

 

Leandro André

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