Fraudes e Sigilos

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Vamos começar esta Coluna passando pelo cenário nacional, onde a situação é dramática.

Somente com o que sabemos sobre o escândalo do Banco Master, até o momento, a ponta do iceberg, já dá pra perceber o tamanho do buraco em que nós brasileiros estamos metidos. Se isso for abafado, aí ferrou de vez.

Mais um caso lançado no modo automático para o STF, que nos últimos anos legisla, investiga, julga e executa. A Constituição virou calço de sofá com pé quebrado. O Congresso Nacional e o Executivo se transformaram em um balcão de negócios, comercializando votos por emendas parlamentares e altos cargos na rede de influência que comanda o País.

Apesar do sigilo imposto pelo ministro do STF, Dias Toffoli, no processo que supostamente apura a liquidação do Banco Master, envolvendo fraudes bilionárias, a imprensa tem divulgado fatos comprometedores que precisam ser esclarecidos, como ligação de parentes do ministro relator com o escândalo que ele investiga em segredo, sem que tenha se declarado impedido.

Além disso, faz parte do pacote velado o contrato milionário firmado entre o escritório da família do ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master (R$ 3,6 milhões por mês), conforme foi revelado pela jornalista Malu Gaspar.

Enquanto isso, a elite “cultural” da republiqueta comemora a premiação de um filme que aborda a ditadura do passado, mas ignora as barbaridades do presente. E o mais asqueroso dessa história é que não se trata de ideologia, mas de dinheiro.

 

Esquerda e Direita

É clara a diferença de estratégias políticas entre as correntes de esquerda e de direita no País.

Na esquerda, existem diversas correntes que disputam espaço nos bastidores. No entanto, na hora do enfrentamento aos adversários, eles se unem e partem em bloco para a luta.

Na direita, apesar de um crescimento relevante pós Bolsonaro, as vaidades ainda falam mais alto. Quando discordam entre si, levam isso para o público, muitas vezes de forma arrogante e agressiva, o chamado fogo amigo.

 

A Praia da Alegria e o

Parlamento Europeu

 

Voltando para a Aldeia, mas nem tanto. Na semana passada, abordamos aqui na Gazeta Centro-Sul (manchete) a questão da balneabilidade na Praia da Alegria. A Fepam declarou como local impróprio para banho e mandou colocar uma placa de advertência. No entanto, descobrimos que não têm sido feitas análises da água há vários anos. O que sugere adivinhação.

Essa semana, voltei a questionar o que a Prefeitura de Guaíba apurou com a Fepam em relação à balneabilidade na Praia da Alegria.

Recebi uma ata de reunião realizada na Fepam, com data de 09/01/2025, informando que aconteceram monitoramentos nas duas praias de Guaíba (Alegria e Florida), de 2003 a 2017, apresentando condição imprópria para banho. Sendo assim, conforme registrado na ata, os técnicos da DIPLAN/DQA, seguindo legislação do “Parlamento Europeu” (isso mesmo), decidiram suspender o monitoramento nas praias de Guaíba a partir da temporada de 2017/2018.

Cabe ressaltar que, há 5 anos, um conjunto de casas que havia na margem, lançando o esgoto direto na Praia da Alegria, não existe mais. Além disso, está em andamento a implantação de um sistema de tratamento de esgoto em Guaíba, o que pode ter alterado as condições de balneabilidade.

Questionei à Fepam, via site da Fundação, sobre os locais de monitoramento dos balneários, mas ainda não recebi retorno. A Prefeitura solicitou a retomada das análises, o que poderá acontecer não se sabe quando.

Resumo da bufa: este ano (2026), a Praia da Alegria foi considerada como local impróprio para banho pela Fepam, com base em análises da água feitas há 10 anos, e interrompidas, considerando legislação do “Parlamento Europeu”, sem considerar as mudanças sanitárias que aconteceram neste período em Guaíba.

Como já disse, não duvido que o local esteja impróprio para banho, mas o que está acontecendo na Praia da Alegria em relação à balneabilidade é pura adivinhação. E se a Gazeta Centro-Sul não tivesse questionado, provavelmente seguiria indefinidamente a suposição oficial, registrada em placa de advertência, como se fosse embasada em análises recentes.

É de cair os butiás dos bolsos!

 

R$ 18,10 para os Professores

Uma coisa é narrativa ideológica, outra é a realidade. O Governo Federal divulgou reajuste de 0,37% no piso salarial dos professores em 2026. Isso representa um aumento de R$ 18,10 por mês. Os butiás já se foram todos.

 

Leandro André

 

 

 

 

 

 

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