De repente, uma casa de salva-vidas apareceu na Praia da Alegria em Guaíba. Ao lado, uma placa advertindo sobre local impróprio para banho.
A Gazeta Centro-Sul questionou a Prefeitura sobre a estrutura vazia e a respeito da balneabilidade. De acordo com a secretária Municipal de Meio Ambiente, Paula Parolli, o prefeito Marcelo Maranata decidiu instalar a casa de salva-vidas, tendo em vista a proteção dos banhistas. No entanto, o Corpo de Bombeiro informou que não disponibiliza o serviço em praias impróprias para banho, o que levou o prefeito a abrir um processo licitatório para contratar salva-vidas.
Em relação à balneabilidade, as análises da água são feitas pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Após o questionamento da Gazeta, a Secretária Parolli disse que iria solicitar informações à Fundação sobre a situação da Praia da Alegria.
Na tarde de quinta-feira, 8 de janeiro, a bióloga Vania Costa, gerente de Meio Ambiente da Prefeitura, informou que fez o questionamento para a Fundação sobre o motivo de Guaíba não estar no programa de monitoramento e como chegaram à conclusão de local impróprio, conforme sinaliza a placa fixada na Praia.
“Estamos solicitando cópias das análises e o período em que foram feitas. Assim que recebermos a resposta, vamos passar para a Gazeta”, ressaltou a bióloga.
Nos finais de semana, no verão, centenas de pessoas de Guaíba e de municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre frequentam a Praia da Alegria.
Balneabilidade
O programa que determina se um local está próprio ou impróprio para banho é executado pela Fepam. O monitoramento é feito em 96 pontos de praias e balneários de 45 municípios do Estado do RS. A Praia da Alegria não aparece no mapa de monitoramento.
FOTO: LA/GAZETA



