Os cães da Polícia Penal não se destacam apenas na atuação em procedimentos operacionais (como a detecção de narcóticos, armas e munições) e na busca e captura de foragidos, mas também na parte social, por meio da cinoterapia (técnica terapêutica que utiliza cães treinados como facilitadores para auxiliar no tratamento de diversas condições físicas, mentais e emocionais).
Por meio de parcerias firmadas com as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) dos municípios de Santa Maria e Canela, os canis da 2ª e da 7ª Regiões Penitenciárias realizam ações de Terapia Facilitada por Cães (TFC) com crianças atendidas pelas instituições.
De acordo com a psicóloga da Apae de Canela, Thais Reis, o trabalho de cinoterapia promove a redução da ansiedade e de comportamentos estereotipados, melhora a interação social e a comunicação, além de diminuir o medo e favorecer a formação de vínculos afetivos.
Cães terapeutas da Polícia Penal
Para atuar como cão de trabalho ou cão terapeuta, a personalidade e o temperamento do animal desempenham papel fundamental. Ao chegarem aos canis, os cães passam por testes de avaliação comportamental que identificam sua disposição e suas aptidões. Aqueles que apresentam os impulsos necessários são treinados para o trabalho operacional, como intervenções ou atividades de detecção.
Cães com perfil mais dócil e paciente são direcionados para a cinoterapia, geralmente das raças Golden Retriever e Border Collie. São animais que apresentam facilidade para lidar com diferentes ambientes, pessoas e situações, sem que isso represente um fator de estresse.
Foto: MARIANA KUSSLER/ASCOM SSPS



