A Gazeta Centro-Sul entrevistou a secretária Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade de Guaíba, Paula Parolli (foto). Ela está à frente da modernização do Plano Diretor da Cidade.
Com dez anos de atraso, os ajustes começam a sair da gaveta. De acordo com a secretária, já foi realizado o Termo de Referência, contemplando a realidade da Cidade, que possui 25 km de orla, bem como a mancha de inundação (pós enchente de 2024), estabelecida pelo Serviço Geológico do Brasil.
Na sequência, a empresa GO Soluções em Projetos foi contratada por meio de licitação, contando com equipe multidisciplinar para auxiliar nos estudos e minutas num período de 12 meses a contar de 1º de dezembro de 2025. O custo do contrato é de R$ 1 milhão.
O Município publicou o Decreto 008/2026, instituindo o Grupo de Trabalho do Plano Diretor de Guaíba e o Conselho Gestor, formado por servidores públicos, técnicos e representantes de entidades da sociedade.
Segundo Paula Parolli, o Grupo já começou a trabalhar. As reuniões do Conselho estão programadas para acontecerem duas vezes por mês. Está em fase de finalização o Plano de Trabalho, com previsão de conclusão para 31 de janeiro deste ano.
A primeira audiência pública, com a apresentação de todos os trabalhos técnicos e “Leitura da Cidade” deverá ser realizada no final de fevereiro.
“Todo o processo será transparente, com a possibilidade da comunidade participar com sugestões pelo site da Prefeitura. Serão realizadas, também, entre oito e dez reuniões comunitárias, além da Conferência do Plano Diretor prevista para acontecer em junho. Vamos ajustar o Plano de Mobilidade Urbana junto com o Plano Diretor, dando ampla divulgação.
A ideia é enviar o projeto para o Legislativo em julho deste ano”, destacou Paula Parolli. Ela acredita que até o final de 2026 Guaíba terá seu Plano Diretor atualizado.
O que é o Plano Diretor
Uma lei municipal que orienta o crescimento e o desenvolvimento urbano de uma cidade, organizando o uso do solo, as atividades e a infraestrutura para garantir uma cidade mais justa, inclusiva, sustentável e com melhor qualidade de vida para todos. Ele define onde podem ser construídas moradias, áreas verdes, além de estabelecer diretrizes de mobilidade urbana e saneamento, sendo um instrumento fundamental para o planejamento de longo prazo e a aplicação de recursos públicos, com ampla participação da sociedade.
Foto: LA/GAZETA



