Você se arrepende de algo?

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Janeiro é um mês de recomeço. Uma ilusão que criamos para nos dar alguma chance de corrigir rotas, redefinir objetivos, avaliar comportamentos…

E quem sabe, nos arrepender de algo, com vistas a alinhar nossa bússola interna com as melhores escolhas possíveis, dentro do nosso discernimento disponível. Aliás, este é uma provocação que faço quando quero me aproximar mais de pessoas que tenho afinidade: se você pudesse viver de novo, o que mudaria? De que se arrepende? Aproveito, por espelhamento, para perceber como posso aprender com a trajetória de outros. E aí vem conversa boa, profunda e importante.

Focar individualmente no nosso último ano, também pode ser um bom exercício de avaliação pessoal.

O dicionário nos informa que o arrependimento é uma ação de mudança de comportamento em relação a algo que já aconteceu. Uma mudança de coração e mente. Um outro sentimento próximo é o remorso. De certa forma, o arrependimento é algo mais racional, de foro íntimo, mais fácil de gerar uma mudança. Já o remorso envolve mais emoção, ter nossa ação equivocada gerado danos a outros. Aí as consequências podem ser mais traumáticas. Os remédios? Firme convicção na realização da mudança, o perdão a si mesmo e o pedido de perdão ao outro, uma honestidade como nossos próprios valores essenciais, exercitar a plena atenção… Impedimentos? Na minha reflexão cheguei na vergonha. Na idealizada autoimagem que será arranhada com nossa confissão. Já tentou definir vergonha? Achei desafios aqui no meu mundo interno para melhorar; espero ter a coragem para. Faça também este exercício libertador. Desejo-lhe coragem também. E o alívio da reconciliação com a proporia consciência.

Finalizo com uma das frases que li sobre o tema: Nunca é cedo para se arrepender, porque não se sabe quão depressa será tarde demais.

Um ótimo, instrutivo e afetuoso 2023 a todos nós, com o melhor Sim a Vida que formos capazes! Abraços!

Joaquim Mello

joaquim.mello@terra.com.br

Publicado em 20/01/23

Comentários 1

  1. Regina Peres says:

    No meu sentir, certas e precisas são as suas percepções.
    E apenas para contribuir na reflexão, sinalizo que há outra (entre tantas) perspectiva.
    Na visão sistêmica, segundo Bert Hellinger, somos movidos, simultaneamente, por emaranhamentos e por uma força maior.
    Agora, a provocação: se somos tomados a serviço dessa força (em alguma medida), como fica o nosso livre-abítrio?
    Talvez possamos modular o arrependimento e o remorso. Assumimos as consequências e dizemos com humildade: sinto muito.

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