Você pergunta?

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Quando estamos em conflito e queremos encontrar uma solução precisamos de perguntas. O que está acontecendo? Por que? O que está causando o problema? Como fazer para resolver? Se não fizermos este movimento investigativo ficaremos fixos no mal estar.

Uma boa história para ilustrar a força e importância das perguntas: um cientista da área de química, ganhador de um Prêmio Nobel, foi questionado por um jornalista sobre qual o motivo que ele tinha se destacado dentre sua comunidade cientifica. E ele respondeu: minha mãe.

– Quando eu chegava em casa da escola, ela não me perguntava o que eu tinha aprendido, mas que perguntas eu tinha feito. Achei a dica genial.

Para fazermos perguntas, temos que ter construído um entendimento sobre o tema, o suficiente para buscar alargar esta compreensão com uma pergunta sobre o que ainda não foi dito. Isto nos faz melhores, mais capazes de seguir em frente, além de desenvolver a capacidade e a qualidade da escuta, da atenção. É preciso decodificar o que está sendo dito para reelaborar possibilidades na pergunta. Uma metáfora interessante: se entrarmos em um avião e alguém nos perguntar para onde vamos, e dissermos que não sabemos, certamente seremos chamados de loucos. No entanto, estamos em uma viagem muito mais complexa, a bordo de uma esfera azulada chamada Terra, e na maioria das vezes não sabemos nem nos interessamos para onde estamos indo. Afinal, qual é o destino da nossa viagem planetária? Qual o destino da nossa vida? Respostas para estas perguntas levadas a sério, vão impactar em todas as pequenas decisões do nosso dia a dia, porque teremos, pelo menos, delineado uma direção e um motivo para organizar nossos dias, sendo cada ação uma colaboração para atingir nossa construção de sentido, de direção.

Outra pergunta poderosa e essencial, que detalha esta construção de objetivo na vida, é: O que eu quero?  Especificamente, na saúde, afetos, família, sociedade, trabalho, renda, endereço, criatividade, realizações, espiritualidade… Se não pensarmos e escolhermos, decidirmos por nós próprios, seremos pensados e comandados por quem pensa e decide por nós; seremos só seguidores inconscientes e eventualmente explorados.

Que perguntas você pode fazer a si próprio para melhorar sua qualidade de vida? E da sua comunidade? Votos de ótima semana!

Joaquim Mello

joaquim.mello@terra.com.br

Publicado em 16/2/24

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