Se não agora, quando?

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10 de fevereiro – Carrego o carro, incluindo barraca, panela, chaleira elétrica, cuia e bomba de chimarrão. Sigo para uma aventura inédita para mim: ir de carro até o Mato Grosso, na Chapada dos Guimarães, participar da 43ª Edição da Escola de Verão da Sociedade Teosófica no Brasil. Tema: O Sentido da Vida e o Ato de Viver. O lugar muda a cada ano.

Tendo fechado minha empresa em função de uma transição para morar na França, aproveito o tempo no Brasil para ampliar meu afeto por meu País. Nunca tinha ido ao Mato Grosso. Se não agora, quando?

Após percorrer 2300 quilômetros, chego na pousada, sede do evento, encantado com as araras e tucanos que cruzam o céu naquela região.

Passei algumas noites em campings e outras na casa de amigos da Sociedade Teosófica, que moram no caminho. No evento, encontro amigos de décadas, ao vivo ou pelo zoom. E o tema, que perfeito para meu momento, o Sentido da Vida. Aproveito para me perguntar o que quero fazer para enriquecer esta minha passagem no Planeta. Me respondo: agregar valor. Embora muito falante, procuro escutar mais, acolher, usar os meus 64 anos de “estrada” e consultar minha alma para perceber se tenho algo a contribuir; às vezes tenho, outras vezes contribuir é nada falar. Celebro a alegria da oportunidade quando o olhar do interlocutor informa satisfação e proveito.

Fim do evento, início do retorno. Passo em Brasília e visito, por generoso convite de Ulisses e Vanda, sua esposa, também membros da Sociedade Teosófica e gestores da União Planetária, vários dos seus projetos filantrópicos, incluindo a TV Supren (só veicula notícias boas e construtivas) e a Fazenda Bonespero, na Chapada dos Veadeiros, Centro de cultivo do idioma Esperanto e de educação para sustentabilidade, para um mundo melhor. Muito a agradecer e admirar.

Passo por mais três generosas acolhidas em casas de amigos. Cada casa um mundo cheio de possibilidades. Trocas nutritivas e expansivas. Passo pelo Centro Fraternal Chave Essencial, em Guaratinguetá, SP, Ramo filosófico do Mestre Omraam Mikhael Aivanhov. Era para ser um dia, permaneci por oito. Mais aprendizado e convívio afetuoso.

Escrevo agora esta coluna do escritório de advocacia de amigos em Curitiba. Ainda passarei na Praia do Rosa, na casa do meu filho Demétrio, da Delfina, Benicio 7 anos e da menina ainda no ventre que virá em breve. Matilda?

A vida pode ser bela, é preciso cultivar a arte de viver. E, se não agora, quando? Abraços emocionados e cheios de alegria. Chamaram para o almoço. Até a próxima!

 

Joaquim Mello

joaquim.mello@terra.com.br

Publicado em 22/3/24

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