População Após Enchente

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Quem mora em Guaíba já percebeu que o movimento na Aldeia aumentou de forma significativa após a enchente de 2024. O prefeito Marcelo Maranata informou à Gazeta Centro-Sul, na entrevista realizada no início de julho, que Guaíba recebeu entre 10 mil e 12 mil novos habitantes, a maioria vinda de Eldorado do Sul.

O aumento do número de pessoas morando na Cidade num curto espaço de tempo gerou a necessidade de ampliação dos serviços públicos, como vagas em escolas e creches, atendimento de Saúde e fiscalização de trânsito, entre outros.

Importante ressaltar que inchaço populacional, sem a devida infraestrutura, reduz a qualidade de vida da população. Cabe um estudo técnico por parte da gestão municipal, incluindo estimativa populacional para as próximas décadas. Acendeu a luz amarela!

 

Empresas Locais

Insisto no tema porque percebo falha da gestão num ponto importante da economia do Município. Conforme já publicamos, o Observatório Social divulgou que, de janeiro a abril de 2025, foram homologados 25 pregões eletrônicos (compras de produtos e serviços) pela Prefeitura de Guaíba, somando R$ 1,22 milhão. Do total de empresas contratadas, apenas duas são de Guaíba (8%). Isso incomoda, considerando a importância de fazer o dinheiro circular na Cidade. Com a palavra, o núcleo econômico e estratégico do Governo Municipal.

 

Hortas nas Escolas

A Gazeta Centro-Sul segue acompanhando o projeto Hortas do Bem, desenvolvido nas escolas municipais de Guaíba. Baita projeto, que precisa ser valorizado e ampliado. Na edição do dia 11 de julho, a Gazeta publicou nova reportagem especial sobre o trabalho realizado em três das 16 escolas que participam do projeto. Parabéns a todos os envolvidos.

 

A Cobrança de Collares

Em julho, o vereador João Collares, que é médico, começou a receber queixas de pacientes sobre a demora no atendimento no PA de Guaíba. As reclamações foram se intensificando, até que o médio-vereador decidiu agir. Ele foi até o PA e começou a atender pacientes que aguardavam na sala de espera e, em pouco tempo, a fila reduziu sobremaneira. Pensa num constrangimento para os gestores.

Essa ação do Collares gerou uma reunião tensa, no dia 23 de julho, com a presença do prefeito, da vice, de secretários, vereadores, da presidente do Comusa e do diretor do Hospital Vila Nova.

O caso foi passado para a Imprensa de forma branda, mas teve cobrança forte e mal-estar. Após este episódio, resta saber se melhorou o serviço ou segue na mesma lenga-lenga. Vamos acompanhar de perto.

 

Sobre o Lago Guaíba

Assim como todo brasileiro é técnico de futebol, depois da enchente de 2024 nos tornamos especialistas em hidrologia, com pós-graduação em palpite. Acontece que o palpite parece ter invadido a “liga técnica”. Vamos lá!

Após a enchente de maio do ano passado, uma grande ilha de areia se formou no Lago Guaíba, cuja extração de areia está proibida desde 2003 sem uma explicação convincente.

No debate das causas que teriam agravado as inundações na Região, a questão do assoreamento veio à tona. Então, o Governo Leite não demorou para apresentar especialistas, descartando o assoreamento do Guaíba como causa relevante. Muito bem, só que não.

Segue a dúvida por um simples motivo: como saber o impacto que o acúmulo de areia no leito do Lago Guaíba teve na enchente se recém iniciaram os trabalhos de batimetria (medição das profundidades)?

 

R$ 81 milhões e a Poltrona

Conforme já me referi aqui na Coluna, o prefeito Marcelo Maranata informou que já trouxe para Guaíba mais de R$ 81 milhões via Brasília. Então, perguntei aonde foi investido o dinheiro. Ainda aguardo a resposta, mas, como está demorando, comprei uma poltrona bem confortável para aguardar sentado.

 

Leandro André

Publicado em 1/8/25

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