“Ma Petite Ville” “Minha Pequena Cidade”.

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Cheguei faz pouco de uma caminhada em volta do lago de Castanet Tolosan, a 15 minutos da nossa casa. Milhares de pássaros, tamanho de um pardal, fazem suas acrobacias sincronizadas no céu, alternando com pousos simultâneos na vegetação. O algoritmo que me monitora ofereceu músicas épicas via YouTube, via fone de ouvido recebo o entusiasmo.

Enquanto caminho, aproveito para imaginar formas nas nuvens. Vi um carneiro correndo…Reflito sobre esta experiência na França, e em especial a deste momento. Castanet Tolosan, uma pequena cidade periférica de Toulouse, 15 mil habitantes. Muito arborizada, cheias de praças, parques, campos de esporte, vias abundantes para caminhada e ciclismo. Bem sinalizadas.

Estou fazendo um curso de 100 horas de Francês, oferecido pelo Estado. Em função do encaminhamento de documentos para conseguir um visto de longa duração. Também fez parte assistir quatro dias de Formação Republicana, para que saibamos as regras e valores do País.

Educação escolar obrigatória e grátis até os 16 anos. Escolas bonitas e bem equipadas. Assistência médica gratuita. Aqui, raros prédios com 5 andares; sem edifícios altos; muitas casas, várias centenárias. Comércio em lugares específicos.

Ao comprar um baguete, por exemplo, é indispensável o ritual sonoro das saudações. Se você não começar com um bonjour,s’il vou plat (bom dia e por favor) será atendido com uma face franzida. Se você cumpre a saudação, terá impressão de ser amigo de infância do atendente. E na saída haverá as simpáticas trocas de “bonne journé” e “au revoir”.

Dentro da cidade, os carros andam muito devagar por que os pedestres viram o corpo para a rua e os carros param. Acho estranho que 90% das casas são bege/amareladas e regulam em tamanho. Estamos a 30 minutos, via metrô, do Centro de Toulouse, onde, dentre centenas de possibilidades turísticas e culturais, podemos visitar o tumulo de São Tomás de Aquino, na igreja dos Jacobinos. Toulouse tem 500 mil habitantes. Existe um pacto de civilidade muito perceptível. E toda esta experiência resulta uma sensação de paz. Um sentir bem.

Andei lendo que podemos ser considerados como antenas que irradiam e interferem no campo magnético dos outros, e assim, o simples fato de se estar sentindo bem, é contribuir coletivamente. Que hoje, seja esta minha pequena contribuição para minha atual Petite Ville. Carpe Diem! Aproveitem o dia!

 

Joaquim Mello

joaquim.mello@terra.com.br

Publicado em 21/6/24

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