Jejuei por seis dias

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De 11 a 16 de maio, passei seis dias com meio copo de suco verde pela manhã e concha e meia de um caldo de legumes, sem legumes, à noite. Minha companheira Patrícia gosta de atividades ligadas à Saúde; lá fui eu meio no arrasto para a aventura. Confesso que não me sentia inclinado. Mas tal o entusiasmo das outras quatro pessoas do grupo, com mais de quatro jejuns cada um, resolvi acompanhar.

Imaginava algum mal-estar, como dor de cabeça, dor no estomago, alguma tontura… Nada. Confesso que, em grupo, o pacto de resistir torna mais fácil. No sexto dia já procurava a cadeira mais próxima para sentar, mas talvez mais por termos caminhado, em média, 8 km por dia, do que pelo jejum.

Não estudei a fisiologia do jejum como eles, que comparam o jejum a uma empresa que reserva dias para um balanço geral. Tempo para colocar a casa/corpo em ordem. Me falavam que um dos pontos críticos é o terceiro para o quarto dia, quando o fígado zera o estoque de glicose e começa a buscar células pelo corpo para transformar em energia. Os mais otimistas afirmam que até células com vocação para o câncer são eliminadas nesta fase (sem confirmação científica).

Talvez esta experiência tenha sido mais leve para mim, porque o mentor do grupo, Felipe, 72 anos de idade, que conseguiu uma bela casa em Arcachon, cidade junto ao oceano atlântico, na França, tenha feito uma agenda muito diversificada e interessante. Visitamos ilhas, dunas, uma praia com ruínas de fortalezas alemãs que sitiavam a França na Segunda Guerra Mundial, andamos de barco, bicicleta, fomos ao cinema, jogamos jogos de tabuleiro e muita conversa boa em casa. Baixei 4 quilos. Extraio da experiência que somos muito mais resilientes do que imaginamos.

Comemos mais por hábito, prazer e socialização do que por necessidade. Agora, tenho uma referência vivida, que posso regular meu peso sempre que quiser. Estava com 91kg, fui para 87 e já resgatei 2kg: 90kg é meu ponto de referência, onde quero ficar. Sim, bem fácil se deixar dominar por comida boa, desfrutada em boa companhia.

Fiquei com a convicção que temos o poder de exercer nosso autocontrole sem danos ou dores, por bem da nossa saúde. Testar nossos limites visando melhorar saúde e autoconhecimento também é um Sim a Vida! Recomendo experimentarem algum tipo de jejum. Tirem suas conclusões. Ótima semana!

 

Joaquim Mello

joaquimpedromelloneto@gmail.com

Publicado em 23/5/25

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