Eleições Municipais

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Em outubro deste ano, teremos eleições municipais em todo o Brasil. Vamos às urnas para eleger prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Isso significa que teremos um ano dramático pela frente, porque eleições municipais são intensas, efervescentes. E o processo vai esquentando, cada vez mais, na medida em que se aproxima o dia da votação.

A experiência em coberturas eleitorais me garante antecipar o que vai acontecer em Guaíba e nos demais municípios brasileiros neste ano. Importante ressaltar que o jogo político partidário é muito semelhante em qualquer cidade do País.

Aqui na Aldeia, deverá seguir um processo polarizado na corrida pelo comando da Prefeitura, como tem sido nos últimos anos.

O atual prefeito, Marcelo Maranata, conta com a máquina do Governo. Governantes sempre contam com a máquina. Na sua gestão, Maranata demonstra habilidade política impressionante, atraindo militantes opositores e lideranças comunitárias. De abraço em abraço, de cargo em cargo, ele vai costurando alianças partidárias, agregando aliados e assim vitaminando uma frente cascuda. Além disso, Maranata fez entregas significativas, como avanços históricos na pavimentação das vias, na iluminação pública e na promoção da regularização fundiária. A soma da ampla frente que montou com as entregas que fez coloca-o com força na disputa pela reeleição. Existe a possibilidade de o Maranata mudar de partido, mas se isso acontecer não deverá influenciar na estratégia utilizada.

Detalhe importante: apesar do que relatei acima, nem tudo são flores no Governo de Maranata e Cláudia Jardim, há falhas na Mobilidade Urbana e passivos ambientais empurrados com a barriga, além de uma relação enviesada com os sindicatos, que formam nuvens de alcatrão sobre o Paço Municipal. Sem contar as supostas falhas em prestações de contas específicas que estão sendo apuradas.

Na oposição, até o momento, os que não foram cooptados pelo Governo trabalham pela consolidação de uma frente consistente. O grupo escolheu a ex-vice prefeita e ex-vereadora Cleusa Silveira para representá-los; ela já foi anunciada como pré-candidata a prefeita. Eu estive no ato de sua filiação ao PSDB, em dezembro de 2023, fazendo a cobertura do evento para a Gazeta, e constatei presença significativa de lideranças, considerando a época do ano com agendas apertadas. Caciques políticos deram o recado de que é necessário construir uma estratégia sólida para fazer frente ao rolo compressor do Maranata. A Cleusa anda fazendo visitas e abraçando eleitores, segundo a Tia Alaíde. A população não pode se queixar de falta de abraços.

Acredito que o PT e outros partidos devam apresentar candidaturas a prefeito(a), mas até o momento não recebi qualquer informação neste sentido. Não fui procurado por ninguém desta faixa, digamos, alternativa às correntes polarizadas.

Diante deste cenário e considerando os processos eleitorais recentes na Aldeia, estou prevendo uma disputa afiada neste ano, com discursos duros e narrativas barulhentas. E como disse antes, na medida em que for se aproximando o dia da votação, o drama irá aumentando.

Acredito que acusações bombas nas vésperas da votação é estratégia manjada, do tipo tiro no pé. Entretanto, há um perigo iminente nestas eleições, em todo o País, referente à chamada deep fake, uma montagem que fazem misturando a imagem de uma pessoa, usando voz muito semelhante, fazendo um discurso politicamente incorreto. Suponho que a Justiça Eleitoral terá trabalho para evitar que isso aconteça. Trata-se de ferramenta podre que surgiu neste mundo digital no qual a falsidade campeia.

Resumo da bufa: será um ano dramático, com muitos discursos, promessas, apontamentos e narrativas em busca do poder. Caberá a nós, eleitores, fazermos a escolha, considerando as opções que se apresentarem, avaliando o que poderá ser melhor para o município onde vivemos. Parece simples, mas no jogo de disputa pelo poder não existe simplicidade, pelo contrário. Vigilância é a palavra do ano.

Aqui na Gazeta Centro-Sul, mais especificamente nesta Coluna, vamos acompanhar todos os movimentos relativos às eleições. A Tia Alaíde está voltando das férias focada em descobrir estratégias e acompanhar o frisson dos bastidores.

 

Cracolândia em Guaíba

Sei que o tema é complexo, difícil de resolver, mas percebo que aos poucos está se formando uma cracolândia na área central de Guaíba. Fica o alerta às autoridades enquanto ainda dá tempo de evitar que a situação fique fora de controle.

 

Combo Tóxico

Neste País polarizado, com fanatismo político e artilharia de narrativas a todo vapor, conceito de “democracia relativa”, confusão de competências entre os poderes, Senado frouxo, judicialização da política, Câmara dos Deputados atuando como balcão de emendas parlamentares, prisões preventivas no atacado, insegurança jurídica e retorno da censura, a corda segue esticando. E, neste contexto histérico, percebo uma obsessão pela prisão do ex-presidente Bolsonaro.

Este combo não é legal, é tóxico, e pode levar a democracia à bancarrota, independente de ideologias.

 

Leandro André

leandro.andre.gazeta@gmail.com

Publicado em 16/2/24

 

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