Casas sem Teto

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Estava voltando para Guaíba na segunda-feira, 17, dia do temporal que destruiu parte da Cidade. Na estrada, comecei a receber mensagens com imagens chocantes, que conferia durante as paradas. Cenas que costumo ver na TV desta vez eram da minha cidade. Casas destelhadas, postes e árvores caídos por todos os lados; caminhão capotado pela força do vento.

Segui viagem, voltando de Santa Catarina, preocupado com o que estava recebendo pelo WhatsApp. Em contato com amigos e leitores, percebi que se tratava de tragédia.

Quando cheguei em Guaíba na noite de segunda-feira, por volta das 23 horas, percebi o tamanho do estrago já na BR-116, com uma quantidade absurda de árvores e postes caídos. O Bairro Santa Rita/Cohab estava totalmente no escuro. Uma sensação ruim, um silêncio triste e uma escuridão assustadora.

Toda a imagem de destruição é chocante, mas nada se compara à cena de uma casa sem teto. É simbólico, é comovente. Todos nós fazemos sacrifícios para mantermos nossos lares, faz parte de um processo permanente de conquistas. Nas orações, costumamos agradecer pela saúde da família e pelo teto que nos abriga.

Em Guaíba, principalmente no Bairro Santa Rita/Cohab, muitas casas ficaram sem teto, sem energia elétrica e sem abastecimento de água por muitas horas. É impossível não se comover com uma família que, de uma hora para outra, perde seu porto seguro.

Percebi que a Prefeitura começou a agir rápido para enfrentar os efeitos do temporal devastador. Muita gente se mobilizou para ajudar, mutirões de apoio se formaram. A solidariedade em ação alivia o sofrimento. Não me refiro a ações registradas em fotos como propaganda da ajuda, isso é oportunismo barato que desprezo. Me refiro ao socorro original, de quem ajuda porque se coloca no lugar do outro e, principalmente, porque se incomoda com casas sem teto.

 

Tem Saída

Há dois anos, vivemos uma pandemia da qual pouco se sabe. Para agravar a situação, a crise de saúde foi politizada. Colocaram ideologias de esquerda e de direita acima da doença. Um bando de gente biruta falando sobre vacina e Covid-19 sem qualquer informação ou formação para isso, gente que acha sem procurar. O fanatismo partidário deixa tudo mais difícil porque confunde e estimula o medo.

Soma-se a isso a crise financeira, os efeitos da estiagem, o calorão insuportável e os temporais. É muita carga negativa pressionando.

É preciso aliviar parte dessa carga tóxica, começando por desligar-se da sintonia partidária focada em políticos que já provaram que não valem nada e mesmo assim mantêm legiões de seguidores. Na verdade, é tudo movido por interesses.

É necessário se afastar dessa fonte estragada e sintonizar no que realmente importa: cuidar-se para evitar o contágio, curtir mais a família, ler bons livros, assistir filmes interessantes, ser produtivo, ajudar quem precisa dentro das possibilidades, desligar-se da desgraceira e cancelar gente venenosa que passa o tempo todo mandando mensagens de ataques a desafetos e de bajulação aos seus políticos de estimação. Dá uma folga, Dona Olga!

 

A Importância da Acigua

A nova diretoria da Associação Comercial, Industrial, do Agronegócio e de Serviços de Guaíba (Acigua) tomou posse no dia 13 de janeiro. O pessoal está na Coluna Gente da Gazeta desta edição.

Érico Cunha saiu da presidência da entidade depois de dois mandatos, deixando importante legado. O segmento do agronegócio veio para somar.

Entendo que os empresários da Aldeia deveriam se envolver mais com a Acigua. Tenho amigos na Serra Gaúcha e sei o quanto os empreendedores daquela Região dão importância à entidade que os representa, resultando num fortalecimento coletivo significativo. Que bom se conseguíssemos criar o mesmo sentimento em Guaíba.

 

Reforma Administrativa

A Reforma Administrativa do Governo Maranata foi para a Câmara de Vereadores para ser votada em sessão extraordinária, que foi adiada para a inclusão dos projetos de reajuste salarial dos servidores e dos professores. Depois, foi suspensa por meio de uma liminar, de ação judicial impetrada pelo vereador Manoel Eletricista, que pede mais tempo para a análise. A liminar caiu e a sessão deverá ser realizada na próxima semana. Na base do frisson, uma palavra: “cargos”.

 

Destruindo a Praia da Alegria

Nesta edição, a Gazeta Centro-Sul traz uma matéria sobre a destruição que está acontecendo na Praia da Alegria a cada final de semana. Fogo na base das árvores, carros sobre os passeios, gatos na rede elétrica e imundície por todos os lados. Uma gente sem noção, vinda de municípios da Região, agindo como se estivessem na “Casa da Mãe-Joana”.

Recebi imagens de leitores e acionei o prefeito, que fez intervenção rápida, cortando o embalo da bagaça com fiscalização e apoio da Brigada Militar no domingo, 16. Mas é fundamental vigilância permanente, porque indivíduos que usam árvores como churrasqueira são capazes de qualquer coisa. E o que é pior, não desistem.

Levamos anos para resgatar a margem da Praia da Alegria, tirando lixão e esgoto a céu aberto. Não se pode admitir que vândalos venham de fora para destruir tudo.

 

Leandro André

leandro.andre.gazeta@gmail.com

Publicado em 21/1/22

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