Nesta edição, a Gazeta Centro-Sul traz uma reportagem sobre o novo sistema de alertas da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, que visa prevenir a população dos impactos climáticos. Trata-se de ação relevante, entretanto, neste contexto, é preciso que os governos Estadual e Federal realizem obras de prevenção às enchentes e aos deslizamentos de terra.
Um novo formato de comunicação de alertas entrou em vigor no Estado. As informações sobre o grau de severidade de cada situação passam a ser apresentadas a partir de uma escala de cores, associadas à orientação sobre o comportamento que a população pode ou deve adotar para se proteger.
A relevância do sistema de alertas deve acompanhar ações efetivas de prevenção às enchentes, com obras de diques, desassoreamento geral do Lago Guaíba e sistemas de macrodrenagem com eficaz escoamento das águas, além de promover a preservação do meio ambiente e das áreas esponja.
Os governos do Estado do RS e Federal têm fomentado obras paliativas e anunciado projetos e ferramentas de prevenção no campo teórico, o que é insuficiente para evitar que se repita a intensidade das perdas de 2024.
Passado um ano da maior catástrofe climática da história do Rio Grande do Sul, os anúncios de apoio feitos pelos governos estão longe do que foi prometido.
É verdade que foram realizados trabalhos de reconstrução importantes, muitos promovidos pela iniciativa privada e pelo voluntariado. No entanto, há lentidão nas obras governamentais.
Os impactos sociais, econômicos e ambientais da grande cheia de 2024 foram devastadores, o que requer trabalho profissional e agilidade na implantação de estruturas eficazes de contenção a fim de se evitar que voltem a acontecer.
Publicado em 9/5/25


